Home Data de criação : 08/10/19 Última atualização : 11/10/17 20:16 / 14 Artigos publicados

Grande Bosta.  escrito em quarta 12 novembro 2008 10:33

 Fraco, inspirações estão limitadas. Estro, escondido, ou não existe

Apenas um mesmo tema, apenas uma mesma fonte de criação.

 Duvidas, sou um romântico da literatura? Como seria se a cultura me falta?

 Quem são os grandes? Qual deles me inspira?

Sou apenas um apaixonado que como outro qualquer faz textos banais, medíocres.

 Talvez deixasse de lado a cultura literária e buscasse a cultura realista,

talvez textos que retratem a realidade, resumindo, um revolucionário.

 Hahaha, grande bosta, prefiro o romantismo.

 Tenho só que aprender a não deixar que coisas me abalem e me prendam a um carácter.

 Mas quem disse que no complexo de faculdades afetivas as chamas são controladas

como em um prédio pegando fogo?

 Me disseram que eu estava com câncer. Expressão forte "né"?

 Acho que vou aproveitar e tirar proveito desse momento e criar quem sabe outra história, Romeu e Julieta.

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Desagradável  escrito em sábado 08 novembro 2008 22:28

Não estou ocupado, só estou esperando.

Contradição, eu sei. Porque esperar se sei que em nada dara?

Esperança, maldito de quem inventou essa palavra.

Engraçado, aparecem infinitos seres, não notamos.

Talvez notemos, mas queremos não ver.

Ordinário sentimento que nos tortura, macera o cérebro com porcarias românticas alucinarias.

O ato de olhar, ver, tocar, cheirar.

Imaginar. Sonhar com realidades falsas, sentir na bela canção do pássaro

um prazer do saber, um rancor em saber, que nunca vou te ter.

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Uma prosa por favor!  escrito em sexta 07 novembro 2008 20:27

Alguém que está sozinho, mas todos estão com ele. Tenho como amigos o Lápis, o Papel, o Teclado e o bom Copo de Cerveja. Engraçado que o Copo de Cerveja odeia quando o chamam só de Copo, ele fala que isso tira sua identidade, vai entender. Quando estou sozinho em casa chamo meus amigos pra sair. Mas o Teclado não é muito de sair, prefere a companhia do seu irmão, o Mouse. O Copo de Cerveja, nos fins de semana ele gosta que eu deixe ele em casa e vá conhecer outros Copos de Cerveja (muito legal da parte dele), já o Lápis e o Papel estão sempre comigo, estão sempre querendo conversar, eu to no ônibus eles querem me falar alguma coisa, mas já falei que eu não consigo conversar com eles dentro do ônibus, mas eles insistem, então eu do um jeito de conversar com eles quando o ônibus para no sinal ou em uma parada.

Coisas que o Lápis e o Papel gostam, é quando vamos para um bar, só nós, às vezes o Papel esta um pouco cansado e fica em casa mas ele não liga quando eu o Lápis conversamos com o Papel do Bar. E no bar conversamos muito, eu, o Lápis, o Papel, e o Copo de Cerveja. Eu e o Papel morremos de rir quando não conseguimos entender o que o Lápis fala, às vezes parece que ele não sabe português, mas ai a gente da um jeito, ele fala com outras palavras. Tem hora que entramos em conflito, afinal, cada um tem sua opinião, o problema é quando o bicho pega, uma confusão só, eu bato no Copo de Cerveja que vomita no Papel que não deixa mais o Lápis escrever nele, ai já viu né?! Mas no final acaba tudo bem. Olho pro relógio, tarde e temos que voltar, voltamos loucos pra mostrar pro Teclado o que conversamos, e o Teclado não resiste e já vai mostrando para os amigos dele, os internautas.

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Amor, único?  escrito em quarta 05 novembro 2008 19:43

“- Jamais olharei para outra mulher!”

 Dois anos se passam, Jean e Anita têm de se separar. “O destino quis assim” desse modo tentavam entender a situação.

- Jean meu amor, agora não é hora pra isso.

- E porque não? Puxou Anita pela mão de maneira romântica.

- Jean, tenho que ter uma conversa com você – disse Anita colocando a mão na boca de Jean quando ele arriscava um beijo.

 - Mas que diabos, o que estás acontecendo mulher? Você esta naqueles dias?

- Mas que falta de respeito Jean, preciso conversar sobre o nosso futuro.

- Nosso futuro já esta planejado querida, nos casaremos ano que vem assim que eu terminar a faculdade.

- Não vamos nos casar!

 Essas palavras foram mais que suficientes para que o fogo que ardia em Jean se apagasse. Seu sonho, o que lhe parecia um futuro, passa agora a ser um passado. Apenas um sonho que tivera.

 Vinte minutos depois os dois se encontravam na mesma posição e sem dizer uma palavra, Anita sentia seu rosto como uma areia, que segura todo o mar que por ele passa. Seu lenço já encharcado, Em Jean nada se via, nenhum sentimento expressado, tentava entender se realmente escutou o que Anita lhe disse.

- Como assim não vamos mais nos casar? - Nesse momento pode-se notar seu olho segurando lagrimas que se recusavam a cair.

- Papai vai viajar para São Paulo. E tenho que ir com ele.

- Não precisa de ir, ano que vem vamos nos casar moraremos juntos. – Tenta ele de alguma forma contornar a situação

- Não posso, papai já me matriculou na faculdade de advocacia. Desculpe, não posso fazer nada, e nem você.

- Que dia viaja?

- Hoje.

- Mas já?

- Sim, vim aqui somente para despedir.

 Anita abraçou Jean que no inicio tentou manter-se um pouco comportado, mas desabou ao sentir as lagrimas de Anita em seus ombros.

Jean a levou até a estação, não conseguiam mais falar um com o outro.

- Jamais olharei para outra mulher!

 Anita lhe retribuiu um beijo no rosto e disse que nunca iria esquecê-lo.

 Com um sorriso Jean lhe mandou um simples “Eu Te Amo”.

 

 Pronto, seu único amor se foi, agora sozinho na estação, não sabe pra onde ir, talvez chapar no primeiro bar que viesse a aparecer.

 Despejou seu corpo em direção a saída, mas tromba com um corpo frágil, delicado, magro, uma linda mulher, que aparentemente por querer deixa seus livros caírem no chão.

- Perdão senhorita! Estava distraído não notei sua presença. – Logo em seguida abaixando para ajudar a linda moça a pegar os livros.

- Imagina, eu que estava pensando de mais e nem te vi.

 Os dois se encontram agora rosto a rosto abaixados no chão da estação, essa bela senhorita abaixa o seu olhar com um leve sorriso, quando nota que as mãos do rapaz estão sobre as suas. Jean sente um fervor no seu peito.

- A senhorita tem nome?

- Tenho sim, Clara.

- Muito prazer Clara, me chamo Jean.

 Os dois se levantam um pouco desengonçados, Jean pede para segurar os livros, Clara agradece.

- Mora em Belo Horizonte?

- Não. Acabei de chegar. Vim tentar meus estudos aqui.

- Por favor, venha eu te dou uma carona. - Disse Jean a Clara que aceitou a proposta.

Os dois iam caminhando para a saída, suas vozes iam ficando fracas pela distância que já se encontravam. E a ultima coisa que deu para escutar foi Jean perguntar

- Você tem namorado?

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Clave  escrito em quarta 29 outubro 2008 23:33

Germina agora uma clave, inaugurando uma nova vida.
Nasce agora uma clave, que percorrera sob um trilho infinito
Trilho cujo qual deram o nome de Sol.
Que por ela passe as mais belas das canções
Que por ela a arte deslize sobre mínimas e semínimas
Trens carregados de colcheias irão levar por esse rasto
A busca por um novo mundo, o mundo dos amantes
Deixar pra trás o desconhecedor.

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