“- Jamais olharei para outra
mulher!”
Dois anos se passam, Jean e Anita
têm de se separar. “O destino quis assim” desse modo
tentavam entender a situação.
- Jean meu amor, agora não é hora pra
isso.
- E porque não? Puxou Anita pela mão de
maneira romântica.
- Jean, tenho que ter uma conversa com você
– disse Anita colocando a mão na boca de Jean quando ele
arriscava um beijo.
- Mas que diabos, o que estás
acontecendo mulher? Você esta naqueles
dias?
- Mas que falta de respeito Jean, preciso
conversar sobre o nosso futuro.
- Nosso futuro já esta planejado querida, nos
casaremos ano que vem assim que eu terminar a
faculdade.
- Não vamos nos
casar!
Essas palavras foram mais que
suficientes para que o fogo que ardia em Jean se apagasse. Seu
sonho, o que lhe parecia um futuro, passa agora a ser um passado.
Apenas um sonho que tivera.
Vinte minutos depois os dois se
encontravam na mesma posição e sem dizer uma palavra, Anita sentia
seu rosto como uma areia, que segura todo o mar que por ele passa.
Seu lenço já encharcado, Em Jean nada se via, nenhum sentimento
expressado, tentava entender se realmente escutou o que Anita lhe
disse.
- Como assim não vamos mais nos casar? -
Nesse momento pode-se notar seu olho segurando lagrimas que se
recusavam a cair.
- Papai vai viajar para São Paulo. E tenho
que ir com ele.
- Não precisa de ir, ano que vem vamos nos
casar moraremos juntos. – Tenta ele de alguma forma contornar
a situação
- Não posso, papai já me matriculou na
faculdade de advocacia. Desculpe, não posso fazer nada, e nem
você.
- Que dia viaja?
- Hoje.
- Mas já?
- Sim, vim aqui somente para
despedir.
Anita abraçou Jean que no inicio
tentou manter-se um pouco comportado, mas desabou ao sentir as
lagrimas de Anita em seus ombros.
Jean a levou até a estação, não conseguiam
mais falar um com o outro.
- Jamais olharei para outra
mulher!
Anita lhe retribuiu um beijo no
rosto e disse que nunca iria esquecê-lo.
Com um sorriso Jean lhe mandou um
simples “Eu Te Amo”.
Pronto, seu único amor se foi,
agora sozinho na estação, não sabe pra onde ir, talvez chapar no
primeiro bar que viesse a aparecer.
Despejou seu corpo em direção a
saída, mas tromba com um corpo frágil, delicado, magro, uma linda
mulher, que aparentemente por querer deixa seus livros caírem no
chão.
- Perdão senhorita! Estava distraído não
notei sua presença. – Logo em seguida abaixando para ajudar a
linda moça a pegar os livros.
- Imagina, eu que estava pensando de mais e
nem te vi.
Os dois se encontram agora rosto
a rosto abaixados no chão da estação, essa bela senhorita abaixa o
seu olhar com um leve sorriso, quando nota que as mãos do rapaz
estão sobre as suas. Jean sente um fervor no seu
peito.
- A senhorita tem
nome?
- Tenho sim, Clara.
- Muito prazer Clara, me chamo
Jean.
Os dois se levantam um pouco
desengonçados, Jean pede para segurar os livros, Clara
agradece.
- Mora em Belo
Horizonte?
- Não. Acabei de chegar. Vim tentar meus
estudos aqui.
- Por favor, venha eu te dou uma carona. -
Disse Jean a Clara que aceitou a proposta.
Os dois iam caminhando para a saída, suas
vozes iam ficando fracas pela distância que já se encontravam. E a
ultima coisa que deu para escutar foi Jean
perguntar
- Você tem namorado?
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